Rotina
Rotina
Acorda. Levanta! Vai se arrumar;
Um copo de café para ir trabalhar;
Trabalho no sol, forte a rachar;
Os braços vermelhos, sangue a vazar;
Vida sofrida que não vai mudar;
Meio dia o almoço, se assim pode chamar;
Uma hora é o que dizem, mas nunca chega lá;
Volto a lida, meu patrão a chamar;
Empregado preguiçoso, lucro não dá;
Vida sofrida, que não vai mudar;
A tarde se prolonga, parece não acabar;
As cinco em ponto, a buzina a tocar;
Vejo a casa, com o teto a desabar;
Vida sofrida, que não vai mudar;
Esposa querida, feliz a me abraçar;
Filhos exauridos, de tanto estudar;
Rotina que segue, e nunca vai acabar;
Vida sofrida, que não vai mudar.
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