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Contemplando a chuva

  Olho a chuva cair lentamente. Em um tom repetitivo; Em meu computador há músicas tristes sobre pessoas que não conheço.  Minha mente é uma tela com várias imagens passando. Dias felizes e dias tristes.  Calma!  Respira!  Esvazie sua mente!  Às vezes me sinto como a chuva. Caindo lentamente. Em outras sou como uma flor no jardim.  Inerte!  Esperando seu próprio ciclo.  Eu gostaria de ser o nada!  E o meu próprio tudo.  Gostaria de parar o tempo! E dizer que está tudo bem.  Gostaria do calor de um abraço.  E da ternura de um olhar.  Queria ouvir “Eu te amo”! Do fundo de um coração sincero.  No fundo quero ser meu próprio universo.  Sempre em um movimento  Inconstante!

Sobre o vazio de ser

 Vejo em mim tudo aquilo que foi, as portas quebradas, os trincos arrancados; Estrondoso é o abalo do meu ser, em sua essência e vontade de viver; Tudo ressoa imensamente, sob luas distantes e planetas abandonados; Como gostaria de entender, aquilo que sou e o que irei ser; Viajo em meus pensamentos, ideias distantes, pedaços de encantamentos; Tenho meu lugar ao sol, temores nulos e conquistas apaixonadas; Também sinto minha presença no frio, medos incertos e milhares de arrependimentos; Sou a inexatidão da minha existência, ideias incompletas e viagens inacabadas; Tudo é vago sobre o vazio, a falta do ser, insuficiência do querer; Estar vazio é sobre buscar a completude, desejos ávidos e pressões angustiantes; Se o "tudo" tem um significado, o que sou? Uma parte do viver? Vago em busca de um sentido, sob julgamentos apressados e resultados errantes; As vezes me sinto como o tudo, sorriso estampado, coração completo; Mas será que assim é o meu ser? Qual será meu legado e o me...

Sob uma jornada (1º parte)

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  Me encontro em meio a um deserto gelado, uma imensidão de um branco tão puro quanto as nuvens no céu. Estou sozinho e talvez essa seja uma realidade constante na minha vida. Carrego minha mochila nas costas, com mantimentos e cobertores, aninhado e bem protegido, tem um livro que apesar de nunca ler eu sempre carreguei.  Uso densas roupas de inverno em tons marrons para me proteger do frio rigoroso, lembro de me parecer com os aviadores ingleses da Segunda Guerra Mundial, com minhas botas de cano alto pretas, luvas, um gorro que protege as orelhas e um lenço de tecido cobrindo a boca e nariz. Talvez de perto a parte mais descoberta sejam os olhos, pois já se acostumaram à paisagem.  Ando devagar, passos pesados pela exaustão e os desníveis do terreno, a neve pode ser branca, mas também é cruel. Em qualquer direção que eu olhar só veria a imensidão branca com o contraste da aurora boreal. É como estar preso na caverna de Platão, talvez eu possa me tornar escravo da a...

Despedida

 Em meio a vasta imensidão; Por planícies banhadas por uma tênue escuridão; Sinto seu nome escrito nas estrelas; Sinto seu sorriso como a luz da lua e penso em ti por onde esteja. Hoje sou um andarilho por caminhos errantes; Um mago por passagens nunca vistas antes; E levo seus planos em minha mente, carrego tua história em meu coração. Agora tenho uma alma cativa de liberdade, pois você me deu o mundo e ele é todo seu. Sinto que me acompanha a cada passo que dou me passando sua força em meio ao amor.  Sempre sentirei sua falta, em cada palavra que disser, mas sempre terei você onde estiver.  Não se esqueça de meu nome, pois sempre levarei o seu! 

A escritora

Não me lembro ao certo do momento que a vi. Simplesmente olhei e percebi o quão habilidosa era. Seu rosto carregava leveza em cada traço, um tênue sorriso se formava a cada acerto, seus lábios eram de uma perfeição assimétrica e seus olhos de uma perspicácia feroz. Lembro- me de seus ombros levemente curvados com o esforço e sua mente viajando por lugares onde a imaginação comum talvez nunca chegue. Talvez alguns minutos depois percebi que ela era muito bonita, mas no fundo acho que já sabia. Ela não me notou! Nem sequer poderia, pois tamanho era seu cuidado com o que fazia. Cada pensamento tinha um objetivo e tudo culminava em algo espetacular no final. Seus olhos percorriam cada canto e suas mãos demonstravam graça em seus movimentos. Como os rítmicos movimentos da água ao se deixar levar. Não sei dizer onde minha mente estava ao final, se ali naquele lugar ou viajando no infinito com a doçura daquele momento. É provável que seja um pouco de ambos e tudo mais que não poderia nomea...

Hoje é tarde

Hoje é tarde Hoje consigo tocar a lua, ver seu sorriso traçado nas estrelas; Agora consigo sentir o seu rosto sobre meu peito, suas lagrimas molhando minha camisa; Agora eu entendo o que sentiu, tantos sentimentos confusos gritando ao mesmo tempo; Hoje eu sinto teu abraço, com seus braços em minha cintura apertando o quanto puder; Agora eu poderia te consolar, aninhada em meu colo até dormir; Hoje não haveria mais as lagrimas porque eu lhe faria sorrir; Agora ninguém lhe faria mal, pois eu sempre estaria aqui; Hoje seriamos nós dois até o fim, mesmo que ele seja logo ali; Hoje eu poderia dizer eu te amo, com uma taça de vinho e o céu estrelado; Agora poderia ser seu completamente, lhe amando de corpo e alma; Hoje seriamos só nós dois e o mundo que esperasse sua própria vez; Agora eu lhe daria o mundo e com você seria feliz eternamente; Neste momento eu posso te entender, mas agora já é tarde porque você foi embora.

Apenas um amor

Apenas um amor Sinto o peso de te amar sem conseguir dizer; Imagino vários futuros que se perdem na minha mente; Pequenas partes de um amor crescente; Que sonha quando deixa de te ver; Me vejo pensando se tudo daria certo; Ou se é uma simples ilusão; Muitas vezes não posso estar perto;   E o amor vira somente uma grande solidão; Triste realidade de quem ama e não pode falar; Temendo não haver reciprocidade; E com sentimentos tão fortes possa perder sua companhia;   Sendo apenas um coração sem um guia.