Brincando na Chuva entre amigos
Brincando na Chuva
entre amigos
A tarde estava quente na pequena
casa de madeira, os três jovens entediavam-se na pequena sala, em momentos
assistindo a TV em outros devaneando para longe. A garota demostrava alegria
pelo simples fato de estar entre amigos, tinha os olhos serenos de um castanho
bem forte, como ela mesmo é. O rapaz tinha um olhar inquisidor e atitudes que
variavam entre a maturidade e a meninice.
Sem um
aviso prévio algo quebra a monotonia, grandes gotas de chuva batem no telhado
fazendo um som forte. A chuva porem não os assustou, ela era sinônimo de vida e
suas gotas desciam pelo telhado se juntando a inúmeras outras, até formar uma enxurrada
que lavava tudo pela frente. A água era límpida e em minutos formou várias
poças na grama do quintal. Ao longe era perceptível a cortina de chuva que
cobria a visão. O mais nítido de tudo isso foi a alegria que tudo aquilo
representou, parecia que as plantas estavam em festa, pois a vida era renovada.
Um ato cotidiano carregado de emoção.
Como um
raio uma ideia surge na mente de nossos jovens aventureiros, era hora de voltar
a meninice e se divertir na água. A ideia foi imediatamente aceita e como um
furacão eles correram para a chuva. A água lavava seus rostos, abaixava seus
cabelos e colava suas roupas. A garota sentia a água tocar sua pele suavemente,
como o toque de um amor distante, seus cabelos estavam juntos a sua pele com
pequenas mechas em seu rosto. Ela rodopiava sob a chuva fingindo estar em um
filme de cinema onde naquele momento beijaria o mocinho, mas se engana se pensa
que ela seria uma simples donzela. Ela tem alma de guerreira e provavelmente
lutaria ao lado de seu amado conquistando o respeito de todos.
O garoto
corria e pulava lembrando de sua infância. Ele sentia as gotas baterem em seu
peito nu, pois a muito a camiseta havia sido abandonada. Ele buscava a
intensidade da tempestade, porque já estava cansado de dias monótonos e
palavras vazias. Sempre que possível lavava sua alma em uma corrente de água
mais forte que descia pelo telhado. Ali deixava o cansaço e todos os
sentimentos ruins fluírem pelo fluxo de água. Apresentava um vasto repertorio
de piruetas e peripécias se divertindo com a brincadeira. Sua fantasia era de
um ser livre, sem as amarras do mundo, sob aquela chuva ele era uma estrela
brilhando intensamente ou um simples pássaro com liberdade para voar.
Os dois
pulavam e giravam juntos, demostrando o tamanho daquela amizade. Eram duas
almas que se conheciam muito bem, em anseios, medos e gostos, porem ali só
queriam se divertir como duas crianças sem compromissos. O terceiro amigo se
contentava em observar e sentia imensa felicidade por estar ao lado da nobre
guerreira e do garoto que brilhava como uma estrela.
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